25 de nov de 2008

Deixa eu pintar o meu nariz.

Não serei direto, a idéia é degustar o tema: atuar. Bacana. Bacana está retro. É bom. Muito mesmo.

Sabe, passei por uma experiência, mais uma. Não foi nada Nelsoniano, nem perto na verdade, foi coisa amadora, de pegar um papel bobo e participar de algo bem feito. Não que eu vá cair de cara nisso, mas me deu prazer.

Queria ocupar umas horas do meu dia brincando de ser outra gente. Assim como queria ocupar alguns dias das minhas horas na beira de uma estrada pedindo carona daqui ao México.

É um filme, não um terror, nem trash, é um suspense. Um elenco muito bom, tirando o mamão amador aqui. Ta que fui convidado, mesmo com muita pressão, minha, mas é isso, tentar, aproveitar a oportunidade.

Esse reboliço todo para dizer que fiquei apaixonado com essa brincadeira. E quantas vezes pensei em pegar esse tempo de escrever isso aqui e aprender alguma coisa sobre expressão.

Meio egoísta esse post, pelo menos desengasgou. Apaixonei-me pelo teatro, mesmo forçando um filme, na verdade me apaixonei mesmo pela brincadeira e não quero opiniões, quero só deixar arquivado esse vômito para eu ter que ler essa besteira e criar coragem de fazer algo que eu quero de verdade.

Acreditem, é bem BACANA fazer uma expressão virar arte. Ou pelo menos chamar de arte. Melhor, achar que é arte é ponto.

3 comentários:

Victor Hugo de Araújo disse...

Breno Magalhães: o talentoso. Sério mesmo. Abração!!

Wadih Elkadi disse...

É bom demais atuar. Nota-se que ao ser outra pessoa você degusta outros medos, outras vontades, outras opiniões e isso é a verdade de se atuar. Conversei com um diretor um tempo desses e falei para ele sobre a meta do Yôga , o samadhi que é a procura da hiper consciência. Conhecer o seu corpo tão bem que você é capaz de moldá-lo de tao forma que se adeque a qualquer ambiente.

Ele falou que era isso que se procurava na atuação, se adequar tao bem até chegar ao clímax do personagem. Ele atua há mais de 10 anos e raras foram as vezes que ele conseguiu isso.

Bom é experimentar, sem se afundar. Até o ponto de se conhecer intrinsicamente.

Bju nego

disse...

Bacana, bacana mesmo. A gente faz muita coisa que não gosta, pouca coisa que gosta e fica pensando em muitas outras que gostaria de fazer. E perde mais tempo pensando do que fazendo. E o tempo é um fio. Abraço