25 de nov de 2008

Deixa eu pintar o meu nariz.

Não serei direto, a idéia é degustar o tema: atuar. Bacana. Bacana está retro. É bom. Muito mesmo.

Sabe, passei por uma experiência, mais uma. Não foi nada Nelsoniano, nem perto na verdade, foi coisa amadora, de pegar um papel bobo e participar de algo bem feito. Não que eu vá cair de cara nisso, mas me deu prazer.

Queria ocupar umas horas do meu dia brincando de ser outra gente. Assim como queria ocupar alguns dias das minhas horas na beira de uma estrada pedindo carona daqui ao México.

É um filme, não um terror, nem trash, é um suspense. Um elenco muito bom, tirando o mamão amador aqui. Ta que fui convidado, mesmo com muita pressão, minha, mas é isso, tentar, aproveitar a oportunidade.

Esse reboliço todo para dizer que fiquei apaixonado com essa brincadeira. E quantas vezes pensei em pegar esse tempo de escrever isso aqui e aprender alguma coisa sobre expressão.

Meio egoísta esse post, pelo menos desengasgou. Apaixonei-me pelo teatro, mesmo forçando um filme, na verdade me apaixonei mesmo pela brincadeira e não quero opiniões, quero só deixar arquivado esse vômito para eu ter que ler essa besteira e criar coragem de fazer algo que eu quero de verdade.

Acreditem, é bem BACANA fazer uma expressão virar arte. Ou pelo menos chamar de arte. Melhor, achar que é arte é ponto.

4 de nov de 2008

Na Natureza Selvagem.

Tinha medo de falar desse filme. Mas passou. O que acontece foi o choque que eu levei. Christopher McCandless (Emile Hirsch) deixou a família para viver como andarilho, traçando um percurso sem roteiro.

Ele toma seu rumo, indo contra o sistema moral americano. O que o jovem procura não é o “Sonho Americano” convencional, seria mais uma liberdade pessoal, tão radical que intriga e dá socos no estômago.

Grande parte do filme me pergunto se teria coragem de fazer o mesmo, queimar dinheiro, negar um carro novo, desprender de um relacionamento, andar com uma mochila e com a vontade de alguém que não tem nada o que perder.

Muitas vezes ele parece imaturo demais, inconseqüente demais, mas é exatamente esse paradigma que ele quebra de que até para se desligar da sociedade você tem que ter um roteiro.

O filme baseado no livro Into the Wild, de Jon Krekauer, mostra a desestrutura de uma família americana bem sucedida, com filhos infelizes e ocupados demais em seguir as condutas éticas e morais de um bom filho.

Sean Pean levou algum tempo para que a família de Christopher McCandless aceitassem a idéia de filmar a aventura dele. O Filme que é baseado nessa história verdadeira do jovem McCandless, mostra por fim que ele encontrou exatamente o que procurava, mesmo que isso tenha sido doloroso demais.

Ótimo filme.